Em 2024, o Brasil atingiu uma marca histórica negativa no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), alcançando a 107ª posição entre 180 países, com apenas 34 pontos.
Este é o pior desempenho já registrado pelo país, superando inclusive o ano de 2023, quando a pontuação foi de 36 pontos e o Brasil ocupava a 104ª posição.
Esse resultado coloca o Brasil ao lado de países com grandes desafios em governança, como Nepal, Argélia e Turquia, destacando um quadro de retrocesso significativo no combate à corrupção.
O Impacto de uma Posição Tão Preocupante no Cenário Global
O IPC, elaborado pela Transparência Internacional, mede a percepção sobre a corrupção no setor público, considerando a transparência, efetividade das políticas públicas e a liberdade de imprensa.
Uma pontuação baixa como a do Brasil é um sinal claro de que há uma crise de confiança nas instituições.
Não é apenas uma questão política, mas uma realidade que afeta o funcionamento do Estado e as oportunidades de crescimento e desenvolvimento da sociedade.
O Que Está Por Trás Dessa Queda no IPC?
A pontuação de 34 pontos reflete uma série de falhas estruturais, como falta de transparência em programas governamentais, como o Novo PAC, a ausência de ações eficazes no combate à corrupção, e desvios de verbas por órgãos públicos.
A interferência do crime organizado nas esferas estatais é outro ponto alarmante, contribuindo para o enfraquecimento da governança e das políticas anticorrupção.

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O Que o Brasil Pode Fazer para Reverter Esse Cenário?
Se o Brasil quiser reverter essa situação, o primeiro passo é priorizar a transparência e a responsabilização das lideranças públicas. A fiscalização precisa ser mais forte, e a cultura de impunidade precisa ser combatida de forma radical.
A sociedade também tem um papel fundamental nesse processo, exigindo mais compromisso e ação para combater a corrupção em todas as esferas do governo.
Este cenário negativo não é apenas um reflexo do presente, mas também um alerta sobre as perspectivas futuras.
A reversão desse quadro só será possível com a união entre políticos, cidadãos e organizações sociais, para que o Brasil consiga alcançar um futuro mais justo e transparente.
O Que é o Índice de Percepção da Corrupção (IPC)?
O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) é uma avaliação fundamental realizada anualmente pela Transparência Internacional, que mede a percepção sobre o nível de corrupção no setor público em diferentes países.
Com uma escala que vai de 0 a 100, o índice reflete o nível de transparência e a eficácia das ações anticorrupção. O valor 0 indica um ambiente com corrupção extrema, enquanto 100 representa zero corrupção, com um governo totalmente transparente e ético.
Como o IPC é Calculado e o Que Ele Representa para os Países?
A pontuação do IPC não é uma análise direta de casos de corrupção, mas sim uma avaliação da percepção pública, formada por especialistas, empresas e organizações internacionais.
Isso significa que a credibilidade das instituições e a confiança dos cidadãos nas ações governamentais desempenham um papel essencial.
A falta de transparência, a eficácia das políticas públicas e o controle social são levados em conta, e um baixo índice como o do Brasil reflete uma percepção de que o governo falha em combater práticas corruptas de forma eficaz.
Quais Fatores Influenciam a Nota do Brasil?
A nota de 34 pontos do Brasil no IPC de 2024 reflete diversos fatores alarmantes. A falta de transparência em programas governamentais, como o Novo PAC, é um dos principais pontos críticos.
A ausência de medidas concretas para combater a corrupção e a interferência do crime organizado nas instituições públicas enfraquecem ainda mais a imagem do país no ranking.
Essa combinação de falhas estruturais e políticas ineficazes resulta em um cenário onde a confiança no governo e suas ações continua a cair.
O Que Isso Significa para o Brasil?
A posição do Brasil no IPC serve como um alerta de que é necessário agir urgentemente para reverter esse quadro.
A combinação de corrupção sistêmica e falta de accountability não só afasta investimentos como também impede o progresso em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
A recuperação desse cenário passa por um comprometimento real com ações práticas e estruturais que promovam a transparência, a justiça social e o combate a qualquer forma de impunidade.
Principais Fatores que Levaram à Piora no Ranking do IPC
A queda significativa do Brasil no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024 não é um fenômeno isolado, mas sim o reflexo de uma série de problemas estruturais e políticos profundos.
Diversos fatores, apontados pela Transparência Internacional, contribuem para o enfraquecimento da imagem do Brasil na luta contra a corrupção. Esses fatores revelam uma situação crítica que exige ação imediata e transformadora.
1. Falta de Transparência em Programas Governamentais
Um dos principais fatores que explicam a piora no ranking do Brasil é a falta de transparência em programas importantes, como o Novo PAC.
A ausência de informações claras sobre o uso de recursos públicos dificulta o acompanhamento das ações do governo pela sociedade e impede uma fiscalização eficaz.
Quando os cidadãos não sabem para onde vai o dinheiro público, aumenta a desconfiança e a percepção de que há irregularidades.
2. Inação no Combate à Corrupção
A falta de ações concretas para punir os responsáveis por desvios de recursos públicos e corrupção é outro fator alarmante. Embora o discurso de combate à corrupção tenha sido uma promessa de muitas administrações, as medidas práticas para investigar e responsabilizar os envolvidos têm sido escassas.
A inércia política e a impunidade perpetuam um sistema em que os criminosos têm pouca ou nenhuma consequência.
3. Desvio de Verbas e Corrupção em Órgãos Públicos
O Brasil continua a registrar casos frequentes de desvio de verbas e corrupção dentro de instituições públicas. Esses episódios são frequentemente noticiados, mas as respostas são geralmente insuficientes, o que contribui para a percepção de um sistema falho e ineficiente na contenção desses abusos.
4. Restrição ao Acesso de Informações Públicas
As restrições ao acesso a informações públicas dificultam o papel da imprensa e da sociedade civil na fiscalização dos atos do governo.
A falta de transparência em questões essenciais impede que o cidadão exerça o direito de questionar e exigir uma administração pública mais justa.
5. Influência do Crime Organizado nas Instituições Estatais
A presença do crime organizado em algumas das instituições mais importantes do país é talvez o fator mais preocupante.
A infiltração dessas organizações nas esferas de poder enfraquece o controle institucional e desvia o foco das ações governamentais para a manutenção do poder de grupos criminosos, em detrimento do bem-estar social e da justiça pública.
Esses elementos, combinados, criam um cenário onde o compromisso com a ética e a transparência se tornam cada vez mais difíceis de alcançar.
Para que o Brasil saia desse ciclo de queda, é crucial que esses fatores sejam combatidos de forma coordenada e eficaz.

Histórico e Comparação com Anos Anteriores
O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) do Brasil tem mostrado uma trajetória preocupante nos últimos anos, com uma acentuada queda na classificação do país.
A comparação com os resultados passados revela um retrocesso significativo, que vai muito além de uma simples variação de pontos.
Melhores Resultados: 2012 e 2014
O Brasil já teve momentos mais favoráveis no ranking. 2012 e 2014 marcaram as melhores colocações, com o país atingindo a 69ª posição e 43 pontos.
Esse período parecia refletir um movimento de fortalecimento das instituições e um compromisso maior com a luta contra a corrupção, criando um ambiente onde a percepção pública era mais otimista.
Contudo, mesmo nesses anos, o Brasil ainda estava longe de atingir um nível ideal de transparência e responsabilidade pública, mostrando que a trajetória era mais uma promessa do que uma realidade consolidada.
O Pior Cenário: 2019
Em 2019, o Brasil experimentou um dos maiores retrocessos na história do IPC, alcançando a 106ª posição e 35 pontos.
Esse foi o pior desempenho até então, e a queda evidenciou a fragilidade das instituições e a crescente percepção de impunidade. A partir desse momento, ficou claro que o país enfrentava um grande desafio para reverter esse quadro.
A falta de ações consistentes e a continuidade de escândalos de corrupção contribuíram diretamente para essa marca negativa.
2024: O Recorde Negativo
O ano de 2024, com 107ª posição e 34 pontos, representa um novo recorde negativo. Esse dado não apenas marca uma deterioração na classificação, mas também reforça o cenário de retrocesso nas políticas públicas de combate à corrupção.
A comparação com os resultados passados mostra uma tendência de declínio no que poderia ser considerado um progresso estrutural.
Essa piora no IPC reflete uma realidade de inação e falta de transparência persistente, que agora exige reformas urgentes e ações mais consistentes para mudar o rumo.
O histórico do Brasil no IPC é um reflexo de uma jornada marcada por altos e baixos, mas com uma tendência preocupante de regressão.
Para reverter essa situação, é fundamental que o país se empenhe em estruturas sólidas que promovam a transparência, a responsabilidade pública e a eficácia das políticas anticorrupção.
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